quinta-feira, 31 de março de 2011

Transportes - Distante o Norte impõe grandes desafios logísticos


A Região Norte, composta por sete Estados, ocupa 45,3% do território nacional, com uma área de 3,8 milhões de km². Somente sua extensão territorial já faz com que a Região mais remota do País apresente grande desafios logísticos, seja para a instalação de complexos industriais, seja para a manutenção de serviços de transportes e entregas.
A precária malha viária e a grande dependência do transporte fluvial completam o rol de dificuldades para as operações locais. Um grande exemplo disso é contado pelo diretor da Transpacífico, transportadora especializada na Região Norte, Jardel Pires.

De acordo com ele, fazer transporte por aquelas bandas exige muito planejamento, conhecimento e capacidade de adaptação. “Uma cidade bastante crítica é Cruzeiro do Sul, do Acre, que sua rodovia de acesso fica aberta durante apenas três meses. Além disso, ela é bastante precária, com muito barro. Não podem passar caminhões com mais de três toneladas naquela rodovia. O Norte depende muito da situação climática”, conta o executivo.

Pires também explica que durante as chuvas, em alguns locais a carga só consegue ser transportada por meio do transporte fluvial, o que pode demorar mais de um mês, ou por avião, o que eleva consideravelmente o custo da operação.

Além disso, Jardel Pires diz que o faturamento do polo industrial de Manaus foi de US$ 35 bilhões em 2010 e as empresas estimam um resultado ainda maior para este ano. Porém, o número e o potencial avanço não sustenta a deficiência da infraestrutura da Região, que ainda carece de grandes investimentos.
Tivemos uma promessa de que até o final da gestão do Governo Lula teríamos a conclusão da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. Isso seria uma grande evolução, uma vez que já existia essa rodovia, mas ela se acabou. Isso facilitaria, porque uma carga que vai de Belém a Manaus e demora de cinco a seis dias por meio do transporte fluvial seria encurtada para dois dias por meio dessa estrada”, revela Jardel.

Escrito por Transporta Brasil   
Qua, 30 de Março de 2011.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Transportes - Novas regras - Placas de carros e motos a partir de 2012.

Placas de identificação de automóveis, motos e veículos de grande porte serão modificadas no mercado nacional. De acordo com o Contran, as alterações incluem película refletiva e novos tamanhos.

Com a primeira modificação, todos os automotivos emplacados no próximo ano já deverão receber a alteração. Já as placas dos veículos fabricados antes desse prazo serão modificadas caso haja mudança de município.
A segunda alteração modifica o tamanho das placas de motos, motonetas, ciclomotores e triciclos motorizados. As dimensões passam de 25,43 mm² para 34 mm². Com isso, a altura das placas passa dos atuais 136 mm para 170 mm.
Da mesma forma, a largura sobe de 187 mm para 200 mm. A resolução modifica, também, a altura dos caracteres inscritos nas placas, que aumenta de 42 mm para 53 mm.
A película refletiva vai melhorar a visualização de veículos que trafegam à noite ou sob neblina e/ou chuva. Já em relação ao novo tamanho das placas de motocicletas, a resolução atenderá um pedido do Conselho de Trânsito de São Paulo.
Placas maiores auxiliam tanto na visualização dos radares e agentes de trânsito quanto na segurança dos motoristas.

terça-feira, 29 de março de 2011

Tranportes - José Alencar ex-vice-presidente deixa saudades


Alencar: da infância pobre à construção de um império
Depois de uma luta de mais de 10 anos contra um câncer de intestino José Alencar morre aos 79 anos em São Paulo. A persistência de Alencar resume bem sua biografia: nascido pobre, começou a trabalhar aos sete anos, saiu de casa aos 15 e chegou à vice-presidência do Brasil dono de um império no ramo têxtil.
José Alencar Gomes da Silva nasceu no dia 17 de outubro de 1931 em um povoado próximo de Muriaé, cidade a 300 quilômetros de Belo Horizonte. Décimo primeiro filho de Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva, ele foi o mais bem sucedido dos 14 irmãos.
Começou a trabalhar cedo: aos 7 anos foi vendedor em uma loja do pai. Ele deu mostras de sua independência já aos 15 anos, quando decidiu deixar a família para trabalhar como balconista em uma loja de tecidos.
Dois anos depois, e ele se muda para Caratinga (305 quilômetros de Belo Horizonte) para trabalha como vendedor.
O início de sua independência financeira também chegou cedo: aos 18 anos. Foi quando seu irmão mais velho, Geraldo Gomes da Silva, lhe emprestou uma quantia para que ele abrisse sua própria loja, fincada na avenida Olegário Maciel, 520, no Barro Branco, em Caratinga. "A Queimadeira" foi o nome que Alencar a batizou no dia 31 de março de 1950.
O comércio vendida um pouco de tudo: tecidos, guarda-chuvas, sapatos e chapéus. Para garantir competitividade à loja, ele comia marmita e passava as noites na própria loja. O sacrifício durou até 1953, quando ele vendeu o estabelecimento.
O segundo negócio de Alencar foi em um ramo desconhecido: venda de cereais por atacado. Ao final de 1959, ele uniu suas habilidades de vendedor e atacadista para começar a trabalhar no que melhor soube fazer: fabricar e vender tecidos.
Com a morte do irmão Geraldo naquele ano, ele assumiu a empresa de tecidos União dos Cometas. Em 1963, construiu a Companhia Industrial de Roupas União dos Cometas, batizada mais tarde de Wembley Roupas S.A.
Mas foi em 1967 que ele se juntou ao deputado Luiz de Paula Ferreira e fundou a Companhia de Tecidos Norte de Minas --a Coteminas-- em Montes Claros, cidade a 425 quilômetros de Belo Horizonte. Era o início de um império, que começou a florescer em 1975, quando foi inaugurada a mais moderna fábrica de fiação e tecidos do Brasil.
Hoje a Coteminas é dona de 11 unidades --em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba, Santa Catarina e Argentina-- que fabricam e distribuem os fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis para o mercado interno, para os Estados Unidos, Europa e Mercosul.
A empresa é dona de quatro marcas: Artex, Calfat, Garcia e Santista, a mais conhecida delas. O tamanho da companhia pode ser medido com o tamanho de seus investimentos.
O sucesso empresarial de Alencar lhe rendeu influencia no meio. Ele foi presidente da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) e vice-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Publicidade; Folha de SP.
29/03/2011