quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Transportes - Carta-frete - ANTT

Está proibida; resolução 3658 da ANTT começou nesta segunda e novo sistema de pagamento de frete aos autônomos divide opiniões em todo o País
A partir de 23 de janeiro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT, iniciou o período de vigência da Resolução 3658, que regulamenta o sistema de pagamentos e proíbe o uso da carta-frete, instrumento de remuneração que sempre gerou grandes reclamações por parte dos autônomos, pois os obrigava a pagar combustível com ágio e gastar o dinheiro em locais indicados pelos contratantes.
Com o fim da carta-frete, quem contratar os serviços de um caminhoneiro autônomo deve pagar o frete somente de duas formas: via depósito em conta bancária, desde que o titular da conta seja o transportador, com registro RNTRC (Registro Nacional de Transportador Rodoviário de Cargas), ou pelo sistema de pagamentos eletrônicos regulamentado pela ANTT.
Os representantes dos autônomos comemoraram a medida e esperam que ela represente uma nova era para as condições e trabalho dos caminhoneiros. “É o fim do frete de cabresto. Este é o resultado de um trabalho árduo da UNICAM e de outras entidades parceiras, que lutam pela melhoria das condições para os caminhoneiros de nosso País. Este ato acaba com uma escravidão de mais de 50 anos. Para nós, o importante é a inclusão social do caminhoneiro. Agora o caminhoneiro é livre para abastecer onde quiser, pagando o diesel sem ágio”, comenta José Araújo “China” da Silva, presidente da União Nacional dos Caminhoneiros, Unicam.
Todas as operações de pagamento de frete, seja via depósito bancário ou sistema eletrônico, estão atreladas ao conhecimento de transporte e ao registro RNTRC do transportador. Caso opte por receber o frete via cartão eletrônico, o transportador poderá utilizar o sistema para fazer saques e pagamentos de compras como em um cartão de débito comum, mediante uso de senha pessoal.
O cartão só aceitará créditos provenientes das rubricas frete, vale-pedágio obrigatório, combustível e despesas. Fica proibido cobrar ágio ou indicar estabelecimentos para a utilização do pagamento do frete.
No lado dos empresários, o Rio Grande do Sul lidera um movimento contra a medida e o sindicato que representa as transportadoras gaúchas, o Setcergs, conseguiu uma liminar para que seus associados não precisem cumprir a nova norma e continuem pagando os fretes com a carta-frete. O argumento é o aumento do custo, pois as administradoras de cartões cobram taxas de administração de até 4%.
No restante do Brasil, contratante de frete que desrespeitar o sistema de pagamento fica sujeito a multa equivalente a 100% do valor frete, limitado ao mínimo de R$ 550,00 e ao máximo de R$ 10.500,00. Se deixar de cadastrar uma operação de transporte, o contratante terá que pagar uma multa de R$ 1.100,00 por operação.
Os caminhoneiros autônomos que receberem frete por meios fora dos regulamentados pela ANTT estarão sujeitos à penalidade de perda do registro RNTRC e pagamento de multa de R$ 550,00.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Transportes - Brasil Recicla

Brasil coleta seletiva 

A partir da década de 1970, a preservação do meio ambiente passou a ser uma das grandes preocupações mundiais. Preocupação que se voltou, principalmente, para o aumento da produção de lixo, alavancado pela proliferação das embalagens e produtos descartáveis. A palavra reciclagem ganhou, na ocasião, sua acepção ecológica. E de lá para cá, passou a designar o conjunto de técnicas que busca reprocessar substâncias jogadas no lixo para que elas se tornem novamente úteis e possam ser reinseridas no mercado. Ela é um dos fins - certamente o mais lucrativo e ecológico - que os resíduos podem ter. Mas nem todo material pode ser reciclado. E para cada um daqueles que podem ser reaproveitados existe uma forma adequada de reciclagem. Nesse processo, a coleta seletiva é fundamental e consiste, basicamente, na separação e no recolhimento do lixo.

Tipos de materiais podem ser reciclados?
Os principais materiais recicláveis são o metal, o vidro, o plástico e o papel. Dentre eles, porém, há exceções. Lâmpadas fluorescentes, por exemplo, não costumam ser recicladas e devem, portanto, ser depositadas no lixo comum, assim como os espelhos. Constam ainda dessa lista cerâmicas, objetos de acrílico, papéis plastificados (como o das embalagens de biscoito), papel-carbono, papel higiênico, fotografias, fitas e etiquetas adesivas, bitucas de cigarro, fraldas, absorventes e guardanapos. As baterias de telefones sem fio, de filmadoras e de celulares podem ser reaproveitadas, assim como as pilhas comuns.

O que impede a reciclagem de um material?
Se o processo de reciclagem for muito caro, ninguém irá fazê-lo, muito menos a iniciativa privada, que hoje é responsável por grande parte do processamento de substâncias para serem reutilizadas. Ou seja, até existem técnicas de reciclagem para alguns materiais que não são reaproveitados, mas os procedimentos consomem muita energia ou exigem equipamentos caros. O desafio é desenvolver processos que tragam retorno financeiro, ou que pelo menos compensem o investimento. No Brasil, a reciclagem de pilhas ainda não é feita em escala industrial justamente pelo alto custo do processo. O desmonte das peças, sempre compostas por muitos elementos, alguns deles tóxicos, é muito trabalhoso. Outro problema a ser superado é o lixo poluído. É preciso garantir que os resíduos cheguem à fabrica de reciclagem em bom estado. Isso significa que o lixo seco não pode entrar em contato com os restos orgânicos. Um copo de café jogado numa lata de lixo pode comprometer a reciclagem de todo o papel ali contido. Vale lembrar que é inútil separar o lixo seco por tipo de material - as empresas e cooperativas sempre fazem uma nova triagem. Amassar latas e garrafas PET ou desmontar as embalagens longa-vida também são medidas que não encurtam em nada o processo de reciclagem.

Os principais processos de reciclagem (papel, metal, vidro e plástico)?
Metais e papéis: nesses casos, a primeira etapa da reciclagem, a coleta seletiva, costuma ser feita por catadores. São eles que recolhem os restos nas ruas e vendem o material, já compactado e limpo, às empresas recicladoras. O processo de reaproveitamento do alumínio, o metal mais reciclado, consiste na retirada de impurezas (como areia, terra e metais ferrosos), na remoção das tintas e vernizes e, por fim, na fundição do metal. Num forno especial, ele se torna líquido, para ser, então, laminado - o combustível queimado nesta etapa pode provir do gás gerado nas fases anteriores. São essas chapas que são transformadas em novas latas.

Papel: assim que chega à indústria da reciclagem, é cortado em tiras e colocado num tanque de água quente, onde é mexido até que forme uma pasta de celulose. Na fase seguinte, drena-se a água e retiram-se as impurezas. O preparado é, então, despejado sobre uma tela de arame. A água passa e restam as fibras. O material é seco e prensado por pesados cilindros a vapor e alisados por rolos de ferro. Está, então, pronto para ser enrolado em bobinas e ser papel de novo.

Plástico: a reciclagem pode ser feita de duas maneiras: com ou sem a separação das resinas. O primeiro processo é mais caro para os brasileiros, uma vez que requer equipamentos que não são fabricados no país. O resultado desta técnica é a chamada madeira plástica, usada na fabricação de bancos de jardim, tábuas e sarrafos. O outro processo, mais comum, inicia-se pela separação dos plásticos conforme sua densidade. Depois, são triturados até virarem flocos do tamanho de um grão de milho. Já lavados e secos, os flocos são vendidos às fábricas que confeccionam artefatos de plástico.

Vidro: a primeira etapa do processo de reciclagem é separá-lo conforme a cor - o incolor é o de melhor qualidade. Em seguida, o material é lavado e ocorre a retirada de impurezas, como restos de metais e plástico. Um triturador, então, transforma o vidro em cacos de tamanho homogêneo. Antes de serem fundidos, os pedaços são misturados com areia e pedra calcária. Sem que resfriem, recebem um jato de ar quente para tornarem-se mais resistentes. Estão, enfim, prontos para serem utilizados mais uma vez.

Reciclar matéria orgânica?
Sim. Matéria orgânica - sobras de comidas, legumes, verduras e frutas estragadas, cereais, sementes, casca de ovos, pão embolorado, aparas de lápis apontado, saquinhos de chá, guardanapos de papel, podas de jardim, galhos, serragem, pó de café, etc. - corresponde a 65% de todo o lixo que se produz no Brasil. A reciclagem deste tipo de material chama-se compostagem. Seu papel é acelerar o processo natural de decomposição da matéria orgânica e transformá-la em adubo. O método mais comum resume-se ao revolvimento da porção de terra onde foram despejados os resíduos. Mas existem também procedimentos mais avançados. Num deles, o lixo é vertido em células de concreto que, oxigenadas, estimulam ainda mais as atividades das bactérias responsáveis pela decomposição.

Benefícios trazidos pela reciclagem?
Para se ter uma idéia, a reciclagem de uma única latinha de alumínio propicia economia de energia suficiente para manter uma geladeira ligada por quase dez horas; cada quilo de vidro reutilizado evita a extração de 6,6 quilos de areia; cada tonelada de papel poupada preserva vinte eucaliptos. Poupam-se a natureza e os gastos. No Brasil, estima-se que uma tonelada de lixo reciclado economize 435 dólares. Em 2006, com a reciclagem de 30.000 toneladas de papel, o país deixou de derrubar 600.000 árvores. A indústria também pode se beneficiar. A versão reciclada dos plásticos, por exemplo, consome apenas 10% do petróleo exigido na produção do plástico virgem - economia que vem a calhar com a escalada vertiginosa do preço do barril verificada nas últimas décadas. As vantagens também podem ser obtidas pela reciclagem do aço, cuja tonelada reaproveitada preserva 110.000 toneladas de minério de ferro, material de extração caríssima. Calcula-se que 700 milhões de toneladas de materiais de todos os tipos sejam recicladas anualmente no planeta. Isso representa um faturamento anual de 200 bilhões de dólares. Nos EUA, a reciclagem já emprega diretamente meio milhão de pessoas, o dobro do que emprega a indústria do aço.
Brasil recicla.

O Brasil é campeão mundial na reciclagem de alumínio: mais de 1 milhão de latinhas por hora. No total, reaproveita-se 94% delas. Destas, 70% são recicladas em Pindamonhangaba, no leste paulista. O país também apresenta bons índices em relação ao papelão - 77% - e às garrafas PET - 50%. No entanto, ainda recicla pouco outros tipos de plástico, latas de aço e caixas longa-vida, cujos índices não ultrapassam os 30%. No primeiro caso, a justificativa é que a maioria das pessoas não reconhece como plástico as resinas mais maleáveis, como as das sacolas de supermercado. Por isso elas acabam no lixo comum. Já as latas de aço são pouco recicladas porque há resistência das pessoas em guardá-las no lixo de casa. Diz-se delas que são "volumosas" e "difíceis de amassar". A tecnologia para reciclar as caixas longa-vida, que permite separar as seis camadas que compõem a embalagem, é recente e, por enquanto, poucas pessoas a possuem no Brasil.

Cidades brasileiras que podem ser tomadas como exemplos?
Os cinco municípios brasileiros onde a prefeitura faz chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências são Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP) e Santos (SP). Em Curitiba, por exemplo, a fórmula que deu certo inclui o uso de caminhões que recolhem apenas o lixo seco, sem nenhum resto orgânico. O resultado: o lixo fica mais limpo e acaba vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. Isso ajuda a tornar o sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato (e viável) que o da maioria das cidades brasileiras.

Por que em alguns municípios há programas de reciclagem e em outros não?
Todo o resíduo de uma cidade é de responsabilidade das prefeituras. Dessa maneira, se não existirem iniciativas municipais, dificilmente a reciclagem será massificada. Outra situação a ser vencida é a falta de mecanismos de coleta seletiva. Essa etapa inicial e fundamental da reciclagem é realizada pelos órgãos públicos em cerca de 6% dos municípios brasileiros. A situação levou à formação de cooperativas de catadores de lixo e de empresas privadas especializadas, que enxergaram na coleta seletiva e na reciclagem uma forma de ganhar dinheiro. Na capital paulista, por exemplo, um estudo identificou, em 2002, cerca de setenta associações que coletam, fazem a triagem e comercializam material reciclável.
Países que mais reciclam no mundo?

Entre os países que mais reciclam estão os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exmplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, virou rotina nos supermercados cobrar uma taxa para fornecer sacolas plásticas. Os clientes levam as suas de casa. Também na Europa, o bom e velho casco (de vidro ou de plástico) vale desconto na compra de refrigerantes e água mineral. Para a redução do lixo industrial, a União Européia está financiando projetos em que uma indústria transforma em insumo o lixo de outras fábricas. Até a fuligem das chaminés de algumas é aproveitada para a produção de tijolos e estruturas metálicas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Transportes - Na Mão Certa

Violência e acidentes são a terceira causa de morte no Brasil
Brasileiros na faixa de 1 a 39 anos morrem mais de acidentes ou de violência. Na população geral esta é terceira maior causa de vítimas fatais, que pode começar dentro de casa, na forma de abuso sexual, principalmente contra crianças e adolescentes. Segundo o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva SUS), 7% dos casos que chegam aos ambulatórios são provenientes de violência sexual e 2% deles são encaminhados para internação.
Criado há cinco anos, o serviço tem o objetivo de identificar o perfil dos acidentes em geral (no trânsito, no trabalho, em casa), e da violência doméstica e sexual, que ainda permanece na maioria dos casos em segredo, principalmente os maus tratos contra crianças, adolescentes, mulheres e pessoas idosas.
Para monitorar os dados de violência que servirão como base para a implantação de novas políticas públicas, o sistema é dividido em dois serviços:  O VIVA Contínuo (notifica casos de violência contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos, realizada pelo setor de Saúde, em parceria com escolas e outros setores da sociedade – serviço social e conselhos tutelares); e o VIVA Inquérito (pesquisa sobre violência e acidentes feita durante 30 dias consecutivos a cada dois anos em unidades de urgência e emergência de capitais de estado, Distrito Federal e em alguns municípios selecionados).
última pesquisa realizada pelo Viva foi lançada em novembro de 2011. As informações coletadas são utilizadas pelo Ministério da Saúde para direcionar ações para o enfrentamento dos principais problemas apresentados.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Transportes - Automec Pesados & Comerciais 2012

Principal feira do setor de peças, acessórios e componentes para veículos pesados   Automec & Comerciais.
A feira é organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e foi criada em 2008, quando o espaço focado em peças de veículos pesados fazia parte de uma única feira, que incluía peças para veículos leves. “A separação se tornou necessária devido ao forte crescimento e ao grande potencial que o segmento de pesados representa. A cada edição confirmamos que esta foi uma decisão muito acertada e o mercado está demonstrando que a Automec Pesados foi criada para ser um elo entre os compradores e as empresas expositoras. Reunindo em um único espaço o comprador e empresas de diversos segmentos voltados para o setor de pesados, temos um evento com profissionais de alto nível de conhecimento técnico, lançamentos e novidades”, explica Hércules Ricco, diretor da Feira, que também é diretor da Fenatran.
Com expectativa de receber 30 mil visitantes, a Automec Pesados é um evento exclusivo para profissionais do setor, como compradores da indústria automobilística nacional e internacional, comerciantes de autopeças e acessórios, profissionais de logística, empresários da indústria, frotistas e oficinas mecânicas.
O evento conta com o apoio do SINDIPEÇAS (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e coapoio do SINDIREPA (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios de SP), do SINCOPEÇAS (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo), da ANDAP (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças) e SICAP (Sindicato do Comércio Atacadista Importador, Exportador e Distribuidor de Peças Rolamentos, Acessórios e Componentes Para Indústria e Para Veículos no Estado de São Paulo).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Transportes - Volkswagen VW

VW apresentou em Detroit ‘besouro elétrico’ .
E-Bugster é a versão 100% elétrica do novo Beetle.
Jetta Hybrid também é destaque da montadora alemã.
Um besouro elétrico foi apresentado no Salão de Detroit, nesta segunda-feira (9). A Volkswagen apresentou no Cobo Center a inovadora aposta da eletrificação do modelo Beetle, um dos seus líderes de vendas no mercado norte-americano. Chamado de E-Bugster, o modelo 100% elétrico é um Beetle speedster com dois lugares e 85 kW de potência, que vai de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos sem emissão de poluentes.
Além do novo propulsor, o modelo traz linhas mais atrativas para chamar a atenção dos clientes norte-americanos e fãs do carro — que nos EUA incluem celebridades como a apresentadora Oprah Winfrey.
Na parte frontal, o para-brisa está mais largo e recuado. A área envidraçada se estende lateralmente até um ponto além das colunas dianteiras. O E-Bugster, que é equipado com faróis de LED, também se diferencia do Beetle de série pelos para-choques. Assim, os designers integraram as luzes de condução diurna à esquerda e à direita da tomada de ar central como faixas de LEDs em forma de C, naturalmente espelhadas no lado direito.
“A janela traseira do E-Bugster mostra que as aberturas traseiras de um speedster não precisam restringir a visibilidade. Ela é extremamente larga”, descreve a montadora em nota.


No interior, assentos esportivos e um túnel central contínuo na cor da carroceria reforçam o caráter esportivo do modelo. O uso de alumínio nas maçanetas das portas e guias dos cintos e o estilo leve do volante também criam uma conexão direta entre o exterior e o interior.
Mas o que chama mesmo a atenção no interior do carro é o jogo de luzes, quando o motor é ligado. Segundo a Volks, o botão de partida não ativa apenas o sistema de propulsão. “Primeiro, o interior é mergulhado numa luz branca; logo a seguir, numa luminosidade azulada. Tudo começa com um piscar de luz no painel de instrumentos. Dalí, a luz emana de uma fina linha luminosa, percorrendo a soleira das janelas das portas e contornando as aberturas de ventilação”, explica.
Blue-e-Motion
O módulo elétrico central do E-Bugster tem design inovador e pesa apenas 80 quilos. A energia para alimentar o motor elétrico é armazenada numa bateria de íons de lítio cujos módulos são alojados atrás dos bancos dianteiros, em posição estudada para economizar espaço.
A capacidade da bateria, de 28,3 kWh, permite autonomia de, pelo menos, 180 quilômetros no trânsito urbano. Mesmo em um país de proporções continentais, como os Estados Unidos, para a maioria dos motoristas, esta distância é suficiente para deslocar-se até o local de trabalho e voltar para casa.
De acordo com a Volkswagen, o Beetle tem função de carga rápida, a bateria pode ser "reabastecida" em 35 minutos em estações de recarga especialmente adaptadas. A bateria do E-Bugster também pode ser recarregada em casa, a partir de tomadas domésticas de 120 volts, como as encontradas nos Estados Unidos, ou 230 volts, como na Europa. A conexão para o cabo de carga está localizada no mesmo local que o bocal do tanque de combustível nas versões tradicionais, próximo à coluna C.
Graças aos novos Sistemas de Carga Combinados, desenvolvidos em cooperação com os fabricantes alemães de automóveis Audi, BMW, Daimler, Porsche e Volkswagen, assim como os parceiros americanos Ford e General Motors / Opel, o E-Bugster pode ser "abastecido" por meio de uma conexão que utiliza qualquer das modalidades de carga disponíveis, a “tradicional” ou a ultra-rápida.
A Volkswagen batizou a unidade de propulsão elétrica completa de Blue-e-Motion. Já em 2013, unidades com esta identificação entrarão em produção em veículos, como o Golf, por exemplo.
Por que Bugster?
Segundo a VW, o nome “bugster” vem da combinação do identificador "E", relacionado aos veículos elétricos, o apelido americano do Beetle, "Bug", e o tipo de veículo, "speedster", um biposto com capota aberta.
O carro esporte mede menos de 1,4 m de altura, ou seja, 90 mm menos que o Beetle com teto rígido. E o modelo de produção aparenta ter muita potência, com suas formas precisamente esculturadas. A largura do E-Bugster, 1,83 m, aumentou 30 mm, enquanto seu comprimento (4,27 mm) é idêntico ao do carro de série normal.
Jetta Hybrid
O outro destaque da montadora alemã no salão norte-americano é o Jetta Hybrid. O carro é movido por um motor a gasolina (TSI com 110 kW / 150 cv) e um motor elétrico sem emissões (20 kW). Esta associação oferece um desempenho marcante (0-100 km/h em menos de 9 segundos), ao mesmo tempo em que permite ao Jetta Hybrid atingir um índice de consumo igualmente impressionante, de 19 quilômetros por litro em circuito combinado cidade/estrada). Assim, o sedã esportivo consome cerca de 20% menos combustível que um carro com potência equivalente com propulsão tradicional.
No trânsito urbano, a vantagem na economia sobe para 30%, de acordo com a montadora. Além disso, o novo Jetta Hybrid pode ser utilizado no modo elétrico puro, consequentemente sem emissões, em velocidades de até 70 km/h, por distâncias de até dois quilômetros - vai depender do terreno e condições de condução.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Transportes - Produção de caminhões cresceu em 2011

Entrada em vigor da norma Euro 5 colocou as montadoras para fabricar mais de 215 mil unidades. Enquanto isso, vendas de automóveis e comerciais leves crescem menos do que previa a Anfavea, entidade que representa as montadoras no Brasil.
A Mercedes-Benz apresentou no Trailer 2011, realizada entre 25 e 29 de novembro na Bélgica, o novo projeto de caminhão que promete sofrer 18% menos com a ação do vento, melhorando o desempenho e reduzindo o consumo de combustível em até 5%, segundo informações da montadora.
De acordo com a montadora, com o novo projeto, um caminhão que roda cerca de 150 mil km por ano pouparia cerca de 2 mil l de diesel, aliviando o despejo de CO2 em aproximadamente 5 t por ano.
A caçamba do veículo mede 4 m de altura, 13,6 m de comprimento e 2,55 m de largura. Contudo, a medida é cerca de 45 cm acima do permitido na Europa, o que impediria que o veículo pudesse ser utilizado nas ruas atualmente.
O projeto, que recebeu o nome de aero trailer, possui painéis de acabamento que permitirão a redução da ação do vento e é resultado de um processo de cerca de 25 anos em pesquisas aerodinâmicas.
As montadoras de caminhões que operam no Brasil fabricaram 13,8% mais veículos em 2011 do que em 2010. Foi o que revelou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em seu balanço anual. Diferentemente dos últimos anos, o resultado foi divulgado apenas por meio de um comunicado à imprensa e a entidade não realizou o evento para discutir os números consolidados em um ano em que o lobby das empresas levou à elevação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em 30 pontos porcentuais para veículos que não têm um mínimo de 65% de conteúdo nacional. Além disso, a produção atendeu ao aumento de demanda por conta da elevação de preços por conta da entrada em vigor da norma Proconve 7/ Euro 5.
Com o crescimento, a produção de caminhões no mercado brasileiro somou 216.270 unidades em 2011 ante as 189.941 de 2010. Apesar dessa expansão, as vendas somaram 172.902 unidades, ou seja, quase 80% da produção foi vendida no mercado interno. Outras 26.321 unidades foram vendidas ao mercado internacional, o que leva a um estoque de pouco mais de 17 mil caminhões que ainda podem chegar às ruas brasileiras sem a obrigatoriedade de emissões mais reduzidas de gases de efeito estufa e com preço mais em conta.
Conforme o Portal Transporta Brasil vem divulgando desde o final do ano passado, os mais fabricados no ano foram os semipesados e pesados, com 74.927 e 65.542 veículos, representando 34,6% e 30,3% do total saído das linhas de montagem brasileiras. O crescimento no ano foi de 19,3% e 8,4% quando comparados ao mesmo período do ano passado.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Transportes - Na Mão Certa

Desigualdade social  7,9 milhões de adolescentes vivem em famílias com renda mensal inferior a meio salário mínimo

Os adolescentes brasileiros estão mais expostos à pobreza e à violência, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado no final deste ano. Cerca de 7, 9 milhões de adolescentes, entre 12 e 17 anos, vivem em famílias com renda inferior a meio salário mínimo per capita por mês. O número equivale a 38% dos brasileiros nesta faixa etária. A situação é ainda mais alarmante para os outros 3,7 milhões de garotos desta idade vindos de famílias que ganham até um quarto de salário mínimo per capita mensal. 
A pesquisa também revelou que enquanto 3% as crianças entre 6 e 14 anos não frequentam a escola, o número sobe para 14,8%% entre os adolescentes entre 15 e 17. Metade dos que frequentam sala de aula ainda está no ensino fundamental, quando já deveria estar no ensino médio. A escolaridade média na faixa etária é 7,3 anos de estudo, quando deveria ser superior a nove anos de estudo.
Além da maior incidência da pobreza e da baixa escolaridade entre os adolescentes, o documento assinala ainda problemas atuais como maior risco de morte violenta, privação da convivência familiar e comunitária; e outras situações que podem influenciar negativamente o futuro como gravidez precoce, exploração sexual, abuso de drogas e contágio com doenças sexualmente transmissíveis.
A pobreza e a desigualdade social são os principais fatores de vulnerabilidade social responsáveis pelo aumento da exploração e da violência sexual de crianças e adolescentes. Os aliciadores geralmente oferecem alimentos, brinquedos, favores e dinheiro em troca de sexo. A falta de perspectivas tem impulsionado o turismo sexual em regiões carentes em todo o país, principalmente no Nordeste. Segundo especialistas, uma das maneiras de prevenir o problema é a melhor distribuição de renda,  implementação de políticas públicas de fortalecimento às famílias e investir em programas de educação social nas escolas.
O relatório do Unicef aponta que o investimento social na adolescência é estratégico, porque hoje 11% da população brasileira está na faixa etária de 12 a 17 anos (mais de 21 milhões de pessoas). O documento compila dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério da Saúde, do Ministério da Educação, entre outras fontes.