segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Transportes - Pneus devem subir 5,5% em dezembro


Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos (Abidipa) estima que os pneus tenham reajuste médio de 5,5% no Brasil ainda este ano. O motivo do aumento está no reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o produto, seja ele nacional ou importado.
 
Por determinação do governo, o ICMS de pneus de carga e de passeio subirá em dezembro. “Quando todos pedem a redução de impostos, o Confaz pega a contramão da história, afirma o presidente da Abidipa, Rinaldo Siqueira Campos, referindo-se ao Conselho Nacional de Política Fazendária, vinculado ao Ministério da Fazenda.
 
O governo exige que fabricantes e importadores retenham o ICMS dos lojistas no momento da venda dos pneus. O imposto é calculado sobre uma “margem fictícia” estabelecida pelo próprio governo. Segundo a Abidipa, durante os últimos 26 anos essa margem foi de 42% para pneus de carros de passeio.
 
Agora, o recolhimento será sobre 52%. “Já era um absurdo imaginar que um lojista comprava um pneu por R$ 100 e o vendia R$ 142. Agora, o porcentual retido é ainda mais esdrúxulo”, diz Campos. Os pneus de carga terão o porcentual de retenção alterado de 32% para quase 40%.
 
A alteração do convênio de ICMS 85/93 dispõe sobre substituição tributária nas operações com pneumáticos, câmaras de ar e protetores. Foi publicada no Diário Oficial da União no dia 5 deste mês. Em sua queixa, a Abidipa relata que os lojistas ficam sem alternativa, pois têm o ICMS recolhido antes da venda do pneu.
 
Fonte: Automotive Business
Informações sobre o Pneu;
1- Medida
Ex:175/70R13 
*175 refere-se a largura do pneu em milímetros.
*70 refere-se a altura do pneu. É a porcentagem em relação a largura.(70% de 175 milímetros).
*13 refere-se ao diâmetro do pneu em polegadas.
*O R significa que o pneu é radial(Composto da combinação de malha de aço e nylon).


2- Treadwear
*Indica a estimativa de rodagem do pneu.Quanto maior o número maior a estimativa.



3- Temperature
Indica a capacidade que o pneu tem de dissipar o calor.
Ex: Temperature  A-melhor capacidade existente.

4- Índice de carga
*Indica o quanto cada pneu suporta de peso em kg.Ex:82-Suporta 475 kg por pneu.
5- Índice de velocidade
Ex:H Ideal para rodar em uma velocidade de até 210 km|h.

6- Dot(Departament Of Transportation-segundo os padrões dos Estados Unidos)
*Indica o estabelecimento de produção, o tipo do pneu, e o período de fabricação.*Período de fabricaçãoEx: 2710*O 27 quer dizer a semana de fabricação.*O 10 quer dizer o ano de fabricação.*Neste exemplo o pneu foi fabricado na vigésima sétima (27ª) semana de Dois mil e dez(2010).


7- Tubeless
*São pneus que dispensam o uso de câmara de ar.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Transportes - Pneu “cinco ladrões de quilometragem de seu pneu”

O pneu é o responsável pela “ligação” entre o caminhão e o solo das estradas e vias urbanas, garantindo o deslocamento do veículo com conforto e segurança. Agora, você sabe cuidar bem dele? Alguns cuidados podem reduzir os fatores que “roubam” o desempenho dos pneus e por conseqüência aumentam o seu tempo de vida útil.
 
Ricardo Drygalla, gerente de marketing da Bridgestone Bandag, é autor de um artigo que destaca quem são os cinco “ladrões de quilometragem”. Vale a pena ler as dicas abaixo:
 
Alinhamento incorreto
 
“Reduz a quilometragem em até 25%, e é um dos problemas mais freqüentes, provocados em geral pela falta de paralelismo entre as rodas (normalmente dianteiras) de um mesmo eixo, entre um eixo em relação ao outro eixo de um mesmo veículo ou ainda, pelo posicionamento incorreto de qualquer um dos eixos em relação aos chassis do veículo (ângulo diferente de 90° em relação à linha longitudinal dos chassis).
 
O desalinhamento das rodas ou eixos do veículo afeta a dirigibilidade e provoca o arraste contínuo dos pneus, fazendo com que o desgaste seja acelerado e anormal. Geralmente o caminhoneiro só alinha as rodas dianteiras, quando na verdade, deveria assegurar o correto alinhamento de todos os eixos e rodas com verificações periódicas, ao menos a cada 20.000 km rodados”.
 
Balanceamento incorreto
“Também reduz a vida útil em 20%, pois provoca a incidência de maior peso do conjunto pneumático sobre uma determinada porção da banda de rodagem (…). O desbalanceamento pode ser estático, provocando repetidos impactos (choques) da banda de rodagem no sentido vertical, que por sua vez causam violentas oscilações verticais que dificultam a dirigibilidade e comprometem a estabilidade do veículo.
 
O desbalanceamento pode ser também dinâmico, provocando oscilações transversais que resultam em vibrações na direção, normalmente conhecidas por “shimmy” e seus efeitos criam dificuldades em manter a estabilidade dos veículos. Qualquer que seja a forma de desbalanceamento, se não corrigida em tempo, os pneus sofrerão desgastes irregulares nas bandas de rodagem, prejudicando a sua vida útil”.
 
Controle de pressão inadequado
 
“Dado a grande quantidade de pneus que normalmente equipam um veículo de carga (de 6 a 26 pneus) e a dificuldade de acessar a válvula de ar dos mesmos, os motoristas e profissionais da manutenção de pneus em geral costumam deixar de realizar a verificação da calibragem com a periodicidade necessária, que seria ao menos uma vez por semana. Resultado: perda de mais 25% na quilometragem. (…)
 
Além do desperdício de borracha, as pressões inadequadas influenciam no maior consumo de combustível, na deficiência do poder de frenagem e estabilidade do veículo, na fadiga precoce da carcaça (estrutura) do pneu e podem, ainda, prejudicar o conforto do motorista durante a viagem”.
 
Desenho de banda inadequado
“Cada posição de rodagem, além de suportar a carga e permitir o deslocamento do veículo, tem uma função específica. Os pneus dianteiros, por exemplo, têm a função de conduzir o veículo para as direções desejadas, favorecendo as curvas e manobras. Os pneus de tração têm a responsabilidade de transmitir a força e potencia do motor, resultando na melhor produtividade do veículo. Os pneus de eixos livres, do truck e da carreta, têm o compromisso de minimizar o arraste durante as manobras. Por isso existem diferentes desenhos de banda, um para cada tipo de posição de rodagem e a escolha incorreta pode reduzir a quilometragem em até 40%”.
 
Emparelhamento inadequado
 
“Isso ocorre, por exemplo, quando no mesmo eixo é colocado um pneu novo e outro reformado, ou pneus de diferentes dimensões. O emparelhamento também não será correto quando se colocar para rodar juntos pneus com construções diferentes como radiais e diagonais ou mesmo com diferentes marcas e modelos. Aqui o motorista perde mais 25% de quilometragem”.
 
Fonte: Brasil Caminhoneiro

Sex, 21 de Outubro de 2011.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Transportes - São Paulo-Caminhão sai e fretado ocupa a Bandeirantes


As restrições ao transporte de cargas e a abertura do Rodoanel Sul esvaziaram a avenida Bandeirantes de caminhões.

Mas a via não se livrou do tráfego pesado - é a principal rota de ônibus fretados na cidade. No trecho entre as ruas Francisco de Paula Brito e Camundó, ela teve 393 fretados em três horas no rush da tarde em 2010.

A CET avalia que a Bandeirantes é um caminho adequado para fretados por ligar zonas de interesse desses usuários (como Berrini e ABC).

Velocidade menor - A partir de hoje, a CET muda de 70 km/h para 60 km/h a velocidade máxima em vias do minianel viário, que circundam a área do centro expandido.

A mudança exclui as marginais Pinheiros e Tietê. Além da Bandeirantes, ela abrange, dentre outras, Salim Farah Maluf, Anhaia Mello, Tancredo Neves e Juntas Provisórias.

Fonte: Folha de S. Paulo

 Ter, 18 de Outubro de 2011.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Transportes - São Paulo Avenida dos Bandeirantes passará a ter limite de 60 km/h


A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai uniformizar a regulamentação de velocidade nas vias do minianel viário de São Paulo em 60 km/h, a partir de segunda-feira.
 
Trata-se do chamado centro expandido da capital. Terão redução de velocidade as Avenidas dos Bandeirantes e Afonso D'Escragnole Taunay, o Complexo Maria Maluf, as Avenidas Tancredo Neves e Juntas Provisórias, o Viaduto Grande São Paulo e as Avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf.
 
A mudança, segundo a CET, tem como principal objetivo proporcionar maior segurança aos motoristas que circulam pelos 31,2 quilômetros das vias. A companhia ressalta que os veículos que desrespeitarem a velocidade já serão autuados na segunda-feira.
 
Fonte: O Estado de S. Paulo – SP



Seg, 17 de Outubro de 2011.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Transportes - Na Mão Certa

Polícia Rodoviária recebe denúncias de violência sexual pelo 191 e Disque 100


Cresce o número de denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Em entrevista ao programa Globo Estrada, uma parceria com a Childhood Brasil, o inspetor Esdras Almeida de Paula Ribeiro, chefe do Núcleo de Policiamento Especializado da Polícia Rodoviária Federal, diz que a cada ano são reforçadas as operações, devido ao maior número de pontos vulneráveis.
“O aumento de casos pode ser tanto devido ao crescimento da exploração sexual de crianças e adolescentes, quanto pela maior conscientização”, afirma. “Quando as pessoas percebem uma polícia mais atuante, elas são estimuladas a denunciar mais”, diz o inspetor.
A Polícia Rodoviária Federal atua tanto com ações preventivas como repressivas nas estradas, atendendo os chamados do telefone 191 e também do Disque 100, que garantem o anonimato de quem faz a denúncia.
Hoje, existem no país 1820 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras, segundo a última pesquisa realizada pela Polícia Rodoviária Federal, com apoio da Childhood Brasil, da Secretaria Especial de Direitos Humanos e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). É importante diferenciar ponto de risco e ponto de exploração. O primeiro apresenta fatores de risco, não necessariamente a prática de exploração sexual. A região Nordeste apresenta o maior número de pontos de risco da exploração sexual de crianças e adolescentes, segundo o inspetor De Paula. Os cinco estados com maior índice de exploração nas estradas são justamente os que detêm as maiores malhas viárias. Juntos, esses estados possuem 45,7% dos pontos, sendo Bahia e Paraná detentores de 24,9% do total de pontos críticos.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Transportes - Pessoas com deficiência Sest Senat facilita acesso ao mercado de trabalho

Iniciativa é uma das pioneiras no país. As aulas do curso de Rotinas Administrativas, voltado a 36 alunos, já começaram em Cariacica (ES).

As pessoas portadores de deficiência – visual, auditiva, física ou mental – que moram na região metropolitana de Vitória (ES) ganharam um importante aliado para ter acesso ao mercado de trabalho. As unidades do Sest Senat de Cariacica e Cachoeiro de Itapemirim oferecem a eles dois cursos exclusivos – rotinas administrativas e cobrador de ônibus -, totalmente adaptados às necessidades de cada aluno. As aulas são gratuitas. 
Em Cariacica, a primeira turma do curso de capacitação para o trabalho na área administrativa das empresas começou no final de setembro. Durante um mês, cinco dias por semana, 36 alunos têm aulas, por exemplo, de ética profissional, noções básicas de meio ambiente, português, matemática, informática, estrutura organizacional, tesouraria, setor contábil, arrecadação, noções de primeiros socorros e combate a incêndios.

As aulas são dinâmicas e envolvem discussões em grupo, jogos, simulações, debates e exercícios de reflexão. O objetivo é proporcionar aos alunos experiências diversificadas, semelhantes às encontradas no ambiente de trabalho. A segunda turma de rotinas administrativas, em Cariacica, deve iniciar no mês de novembro. Em Cachoeiro de Itapemirim, as aulas ainda não começaram por falta de público, mas os interessados podem entrar em contato com a unidade para mais informações.
O curso atende a uma demanda dos próprios empregadores, que enfrentam dificuldades para cumprir as exigências daLei 8.213/1991. A norma estabelece cotas de contratação para pessoas com deficiência nas empresas. Segundo o artigo 93, as organizações com 100 ou mais funcionários estão obrigadas a destinar de 2% a 5% das vagas aos portadores de deficiência. “Temos certeza de que 90% de nossos alunos, no mínimo, estarão empregados ao final do curso”, avalia Rossati, bastante otimista com os resultados do trabalho.

Mais um ponto positivo, destaca o diretor, foi o trabalho de conscientização desenvolvido com os funcionários e alunos do Sest Senat – estudantes do projeto Jovem Aprendiz, por exemplo. Todos foram orientados sobre a importância da inclusão deles no mercado de trabalho. Além disso, por meio do curso Transporte para Todos, também oferecido pelo Sest Senat, as empresas podem orientar os funcionários sobre o tema.

Expectativas
Morador do município de Viana, Lucemberg Felipe da Silva, de 34 anos, é um dos alunos. Há um ano, ele trabalha como auxiliar de serviços gerais em uma empresa de transporte e está animado com as novas expectativas profissionais. “Depois de ter esse certificado, terei a chance de progredir na carreira e trabalhar em outra área”, conta.

Outro benefício do curso, destaca, é a possibilidade de compartilhar experiências com os colegas que tem as mesmas necessidades especiais. “Isso me trouxe novas oportunidade, está me proporcionando uma motivação muito grande”, diz Lucemberg. Segundo ele, os novos colegas estão otimistas com a possibilidade de conseguir um novo emprego.
Portador de deficiência da perna esquerda, ele descobriu que as inscrições estavam abertas ao ver um panfleto no ônibus e um cartaz do Sest Senat na empresa onde trabalha. O próximo passo, adianta Lucemberg, será divulgar aos amigos a oportunidade de participar do curso nas próximas turmas.
Rosalvo Júnior
Agência CNT de Notícias


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Transportes - Pedágio eletrônico começam nesta segunda na Dom Pedro I, em S P



O sistema Auto Expresso, mais uma opção de pedágio eletrônico que estará disponível para o motorista que trafega pelas rodovias paulistas em 2012, começará a ser testado na rodovia Dom Pedro I (SP-065) a partir desta segunda-feira, 10 de outubro.

Os testes serão realizados na praça de pedágio do km 110 da Dom Pedro I, em Itatiba, e serão feitos exclusivamente com veículos da Concessionária Rota das Bandeiras, empresa da Odebrecht TransPort responsável pela administração do Corredor D. Pedro, e da DBTrans, que opera o sistema Auto Expresso.

A execução dos testes foi autorizada pelo governo do Estado, por meio da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), e deverá ser concluída até o final do mês. Durante o período de testes, o usuário não terá nenhuma alteração em sua rotina na passagem pela praça de pedágio.

Apoio à inovação

A praça de Itatiba receberá os testes de uma nova operadora para pagamento do pedágio pela segunda vez neste ano. No período entre junho e agosto, os testes para o pagamento do pedágio por meio do aparelho celular foram realizados, com sucesso, no mesmo local.

“Somos parceiros do governo do Estado e o desejo da Rota das Bandeiras é contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias que proporcionem a melhora do tráfego e da qualidade do serviço oferecido ao usuário. Por isso, mais uma vez estamos disponibilizando a estrutura de nossa praça para os testes”, destaca o gerente de Tecnologia da Informação da Concessionária, Alexandre Fontes.

Os testes na praça de Itatiba vão envolver a integração de softwares, compatibilidade de tags e operação do serviço em pista automática compartilhada com o sistema atual (Sem Parar).

Auto Expresso

No início de setembro, a Artesp já havia autorizado a entrada da DBTrans em São Paulo. A medida abriu o mercado de operação de pagamento de pedágio automático no Estado, que até agora era atendido por apenas uma empresa. O Auto Expresso chegará aos paulistas com uma mensalidade de R$ 6.

Além disso, trará inovação ao disponibilizar o serviço no modelo pré-pago, no qual o motorista comprará créditos para o tag e passará nas praças de pedágio pelas vias automáticas. Nessa modalidade, o usuário ficará livre da cobrança de mensalidade. A iniciativa beneficiará também os caminhoneiros, uma vez que a DBTrans vai operar o vale-pedágio no formato eletrônico, com cobrança através de tag. Hoje há apenas o formato cupom ou cartão.

A abertura do mercado paulista faz parte da política de transporte público do Governo Estadual que tem como objetivo incentivar a concorrência das empresas para facilitar a vida dos usuários de rodovias, baixar os custos de transporte e torná-lo mais eficiente.

Fonte: Estradas.com.br e NTC&Logística

Seg, 10 de Outubro de 2011.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Transportes - Combustível - Euro 5


Euro 5 cria novas opções de negócios


A pouco menos de três meses para a aplicação das novas normas de controle nas emissões de poluentes por veículos pesados, o chamado Euro 5, uma ampla cadeia de fornecedores - que vai desde a importação de insumos à comercialização de combustível - está acelerando o passo para garantir o suprimento ao consumidor brasileiro a partir de janeiro.

As grandes redes de distribuição de combustível já mapearam os postos que serão adaptados para vender o diesel menos poluente da Petrobras, o S50, de uso obrigatório nos caminhões que serão produzidos a partir do ano que vem. Ao todo, aproximadamente 1,5 mil postos já se apresentaram à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para comercializar o produto.

Em outra frente, a indústria química faz os últimos ajustes para iniciar a produção do agente redutor Arla 32, uma solução de uréia usada no sistema de escape para diminuir em 60% as emissões de óxidos de nitrogênio. A Vale Fertilizantes - que será, junto com a Petrobras, o principal fabricante desse produto -, está concluindo as adaptações no complexo industrial de Araucária para começar a operação até dezembro.

Após uma fase de testes, o início da produção comercial do agente pela Petrobras em Camaçari, na Bahia, está previsto para os próximos dias. As adaptações nas refinarias da estatal para a produção do diesel com baixo teor de enxofre estão dentro dos investimentos de US$ 16 bilhões em melhoria da qualidade dos combustíveis previstos para o período de 2011 a 2015.

Ao todo, projeta-se um consumo ao redor de 2 bilhões de litros do diesel S50 no ano que vem, com o consumo de Arla 32 próximo a 5% desse total - ou seja, ao redor de 100 milhões de litros.

A partir de janeiro de 2013, o S50 será substituído por um diesel com teor de enxofre ainda menor, o S10 - com 10 partes por milhão (ppm) de enxofre. Em 2020, o uso do diesel menos poluente deverá superar 33 bilhões de litros, enquanto a demanda pelo agente redutor chegará a 1,67 bilhão de litros.

Esse é um cenário conservador, que leva em conta a antecipação de compras de caminhões feita pelos consumidores para escapar do aumento de 6% a 10% esperada para o preço do veículo a partir de janeiro, o que tende a retardar a adaptação dos brasileiros às normas.

Empresas do setor químico já começaram a fechar as importações de uréia sólida com fornecedores europeus e asiáticos para aproveitar o mercado que surgirá com a implantação do novo regulamento ambiental - que, por se inspirar no modelo de controle de poluição europeu, ficou conhecido como Euro 5.

Num primeiro momento, o agente redutor será comercializado nos postos em galões de até 20 litros, mas a tendência, com o aumento do consumo, é que passe a ser vendido nas bombas futuramente. Basicamente, a solução é obtida a partir da diluição da uréia de altíssima pureza em água desmineralizada.

A Usiquímica, instalada em Guarulhos (SP), está prestes a concluir sua primeira importação de pérolas de uréia da China. Dentro de um programa de investimento estimado em R$ 30 milhões, a meta é começar a produção e envase do agente na fábrica paulista em dezembro e, até 2013, instalar novas unidades de processamento do Arla em mais seis cidades: Caxias do Sul (RS), Londrina (PR), Belo Horizonte (MG), Uberlândia (MG), Salvador (BA) e Recife (PE).

Alguns produtores já fornecem o agente para os testes das montadoras, é o caso, por exemplo, da Tirreno, que importa a matéria-prima da Alemanha, e da Yara, cuja solução já preparada está sendo trazida da Holanda.

Já a Cummins Filtration - braço da fabricante de motores Cummins na área de sistemas de fluidos - investe US$ 1,3 milhão para começar, em dezembro, a produção do Arla em Guarulhos (SP), com capacidade estimada em 25 milhões de litros.

Esses produtores estão, no momento, negociando e fechando os primeiros contratos com clientes distribuição, como é o caso da rede de postos Ale.

Além de preparar a logística para a distribuição, as empresas de comercialização de combustíveis se debruçam sobre a adaptação dos postos que vão vender os novos produtos. Os trabalhos consistem, principalmente, em definir como será a comunicação nos pontos de venda e fazer a limpeza dos tanques que vão abrigar o diesel - que não pode se misturar a outras substâncias.

Em alguns casos, poderá ser necessária a instalação de nova tancagem, mas as redes têm dado preferência aos postos que já têm capacidade instalada para receber o combustível.

"Primeiro, procuramos garantir a cobertura nacional. Depois disso, olhamos para os postos que estavam melhor preparados", conta Leonardo Linden, diretor de marketing da Raízen, ao comentar os critérios no mapeamento de 300 postos da rede Shell que inicialmente deverão comercializar o S50.

Segundo o executivo, a empresa fez uma lista dos principais mercados, de forma a cobrir de maneira abrangente o consumo. A Shell ainda vai comercializar o Arla 32 com marca própria e espera conquistar uma participação de 20% nesse mercado - que, nas contas da empresa, deverá movimentar cerca de R$ 250 milhões já no próximo ano e mais de R$ 2 bilhões até 2020.

Roberto Sancovsky, gerente de planejamento da rede de postos Ipiranga, diz que a empresa fez um mapeamento das rotas necessárias e, com isso, mapeou 350 postos que vão vender o diesel a partir de janeiro. "A tendência é subir, mas esse número de postos já atende bem ao consumo inicial", afirma o executivo.

Parte dos postos já está pronta para as mudanças porque já comercializavam, desde 2009, o diesel de baixo teor de enxofre para o abastecimento de frotas de ônibus em praças como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Belém.

A BR Distribuidora, braço da Petrobras responsável pela rede de postos de serviço da bandeira BR, informa que divulgará até o fim do ano a lista completa de postos que deverão comercializar os produtos.

Até dezembro, os trabalhos da empresa incluem a adequação de 23 terminais que vão distribuir o diesel S50. Tudo está dentro dos investimentos de R$ 500 milhões para cumprir demandas legais e regulatórias previstas no plano de negócios da estatal que vai de 2011 a 2015.

Fonte: Valor Econômico
Sex, 07 de Outubro de 2011.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Transportes - Caminhões - Venda recua 9% em setembro



As vendas de caminhões novos recuaram 9% em setembro, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram comercializadas no mês passado 14.945 unidades contra 16.442 de agosto.

No acumulado do ano, agora são 129.742 caminhões zero quilômetro emplacados. Na comparação com o acumulado do mesmo período do ano passado (112.069 unidades), há um crescimento de 15%. “O mercado de caminhões continua registrando bons resultados. Esta queda de 9,11% foi motivada pela diferença de dias úteis entre agosto e setembro. Agosto teve 23 dias úteis, enquanto setembro 21 dias úteis”, justifica o presidente da Fenabrave, Sergio Reze.

Segundo ele, a média diária de venda entre agosto (715 unidades) e setembro (712 unidades) permaneceu estável.

Fonte: Carga Pesada

Qui, 06 de Outubro de 2011.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Transportes - Direção Consciente Patrus Transportes

Patrus Transportes percorre o país com a campanha “Direção Consciente”


Para evitar o risco de acidentes, a Patrus Transportes lançou há quatro meses a campanha “Direção Consciente”. Os primeiros resultados já começam a aparecer: nos últimos 90 dias, o número de acidentes com veículos da empresa foi zero.
A estratégia do programa é educar e conscientizar os condutores da importância de uma alimentação saudável e mais leve, da necessidade das paradas durante as viagens preservando a qualidade de vida e a segurança das cargas transportadas.



“Todo acidente que possa ser evitado com nossas ações dá ainda mais valor à nossa campanha”, afirma Marcelo Patrus, Diretor-Presidente da Patrus Transportes.
Há sete anos, a empresa intensificou suas ações para conscientização de seus motoristas próprios e também dos Transportadores Autônomos de Carga (TAC) que prestam serviços à empresa. Com esta campanha, a Patrus centralizou as ações que antes eram pontuais.
A empresa acredita que o motorista tem que estar preparado e bem alimentado e o caminhão em boas condições para percorrer as entradas. Além disso, a Patrus enfatiza a necessidade de se programar antes de cada viagem. “Sabemos da grande responsabilidade que é trabalhar com o transporte de cargas, já que envolve lidar com a vida de terceiros, com a do motorista e com a segurança das cargas transportadas”, afirma Marcelo.
Para transmitir aos condutores o conceito do programa, a Patrus Transportes criou o personagem Prudêncio, um motorista modelo. Uma van equipada com vídeos educativos está percorrendo todas as 64 unidades da empresa. Dois motoristas da categoria E, com mais de 10 anos de profissão, são os instrutores. Nas próximas semanas, este veículo deve chegar em São Paulo e depois em Minas Gerais. A empresa também oferece, em suas filiais, atendimento médico e psicológico a todos os seus motoristas e TACs.
A preocupação com o meio ambiente também faz parte da campanha, com dicas que mostram as melhores formas de dirigir e de promover a redução de consumo de CO², como, por exemplo, quando o motorista é orientado a avisar o momento em que o caminhão está desregulado. Além disso, existe a orientação para que se faça uma parada de meia hora a cada quatro dirigidas.
 “A Patrus está preocupada em oferecer a melhor orientação aos seus motoristas para que ele faça viagens tranqüilas e seguras. Os nossos mo
toristas estão se sentindo mais valorizados, respeitados e como parte importante do negócio da Patrus”, diz Marcelo.
A Patrus é uma empresa de transporte de cargas fracionadas, que atua nas regiões Sudeste e Sul, além dos estados da Bahia e de Sergipe. Com matriz em Contagem/MG, a empresa possui dois mil funcionários.



Fonte: NTC&Logística e Patrus Transportes

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Transportes - Transamazonica negócio da CHINA



“verdadeiro negócio da CHINA”. Com perspicácia de Águia e olhos de Lince, como é uma característica deles, não é a toa que são conhecidos como tigres asiáticos… OS Chineses pretendem construir uma ferrovia interligando Mato Grosso com o Pará,
Os empresários chineses estão dispostos a investir muito dinheiro para a construção de uma Ferrovia. Tanto isso é fato que recentemente eles assinaram protocolo de intenções em Pequim entre o governador Sinval Barbosa e a estatal chinesa Raiway Engineering Corporation (Crec), num primeiro passo para um sonho para muitos impossível, mas para eles uma realidade.
Os chineses entusiasmados com o que viram na região Cuiabá e Santarém (BR163), que servirá para suprir todas as demandas regionais, com o corredor internacional de exportação para vários países e mais especificamente para a China, toda a produção da safra de soja do médio norte e nortão de Mato Grosso, visto pelos empresários chineses como a saída que vai resolver o problema da escassez de alimentos, hoje em baixa produção na china, mas que com a exportação irá garantir comida para cerca de um bilhão e trezentos e trinta e oito milhões de habitantes.
  Outra questão que depõe a favor da construção da ferrovia é que ela irá preencher uma lacuna vazia, de uma das partes ignoradas na logística da Americana Latina Logística (ALL), empresa detentora da concessão Ferroviária de São Paulo a Cuiabá e posteriormente se concretizado os projetos dos Chineses, de Cuiabá a Santarém. Entretanto, a ALL atualmente só visa o trecho até Rondonópolis, abrindo inexplicavelmente mão de explorar os demais trechos da malha.
Mas se por um lado a China representa hoje a segunda maior potência econômica, deixando para trás até os poderosos japoneses, e com previsão, segundo o Banco o Mundial, de desbancar os americanos em 2025, eles não têm suporte de produção na sua cadeia alimentar.
Com isso, Pequim necessita primordialmente que saia a construção da ferrovia, porque hoje não tem auto-suficiência produtiva e depende da Soja de Mato Grosso, vivendo o drama do desequilíbrio entre demanda e oferta, o que força Hu Jintao, presidente comunista dos Chineses, a importar alimentos do Brasil, com predominância da soja.
O trecho em pauta interessa aos chineses mais do que o trecho ferroviário (já em fase de construção) entre Rondonópolis e Cuiabá, (equivalente a 240 km), mas que não despertou devidamente o interesse de empresários.
Outro fator tido como positivo nesse projeto visto por alguns como “Utópico” é que a China tem grande experiência e tecnologias na construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos, assim como já construiu a Hidrelétrica de Três Gargantas, considerada a maior geradora de energia do mundo.
Dinheiro também não será problema para os chineses, porque a soma de produção de riquezas foi a maior de todas, com 5,878 trilhões de dólares.

Se a China é um País visionário, ousado em investimentos, embora com mais de 9,5 milhões de quilômetros quadrados (equivalente ao Brasil e mais uma área territorial da dimensão do Pará), enfrenta problemas geográficos com deserto, neve, topografia acidentada repleta de intempéries naturais (não adequada a lavoura mecanizada), e com isso mal conseguem colher uma safra por ano, diferente de Mato Grosso onde naquele Estado ocorre a safra de verão e a safrinha, sendo uma das maiores produções do mundo.
Portanto, a construção da ferrovia interligando Pará e Mato Grosso será a única saída viável para os entraves da baixa produção agrícola dos chineses que precisam de safra recorde para atender sua gigantesca densidade demográfica com explosão populacional preocupante.
Sobre o prenúncio desses altos investimentos com a construção da ferrovia, o empresário e advogado Dr. José Antunes acha que dificilmente a ferrovia sairá do papel, já que uma ferrovia é muito mais complexa do que uma rodovia e as barreiras burocráticas da política ambiental brasileira poderá frustrar o sonho dos empresários chineses no projeto.
Por: Nazareno Santos