A partir de 1º de janeiro de 2012, todos os caminhões e ônibus movidos a diesel que saírem de fábrica no País deverão estar ajustados à nova norma de emissões de poluentes: o Proconve P-7. Para que isso aconteça, os motores precisarão do Arla 32, substância que conjuga água tratada e uréia e que em conjunto com o SCR (Redução Catalítica Seletiva) reduzirá o volume de NOx presente nos gases de escape dos veículos.
Levando em consideração a futura demanda nacional, que será considerável (a indústria produziu em 2010 191 mil caminhões e 45 ônibus, segundo a Anfavea), o Brasil necessitará de mais empresas especializadas no segmento para atender toda essa procura.
Recentemente, Gilberto Leal, gerente de desenvolvimento de motores da Mercedes-Benz, afirmou em palestra que para cada 100 litros de diesel serão necessário cinco litros do novo produto. Já os condutores que realizam viagem longas acima de dois mil quilômetros vão precisar abastecer o caminhão com aproximadamente 60 litros do Arla 32.
Para atender a essa demanda, o Brasil já conta com a primeira unidade de preparo e envase do Arla 32, inaugurada pela Tirreno, na cidade de Diadema (SP), que passa a oferecer em grande escala o produto, com produção mensal de um milhão de litros. A linha de produção construída em parceria com a empresa alemã Kruse, que fornece a uréia – matéria-prima do aditivo.
Para Joel Lopes, especialista em fluidos automotivos da Tirreno, com essa primeira unidade localizada em Diadema a companhia pretende absorver 15% da demanda das fabricantes e dos grandes frotistas. Até então a empresa fornecia o Arla 32 para a realização de testes pelas empresas.
Para ir além disso, o Grupo estuda a abertura de mais quatro linhas de preparo do produto pelo território nacional. A Tirreno já acertou contrato com a Ford para receber parte dessa produção em 2012.
“No primeiro ano, nossa capacidade de produção atenderá apenas 15% da demanda. Como não possuímos um sistema de distribuição, precisaremos ampliar nosso número de unidades pelo País”, destaca o executivo.
PioneirismoEsse pioneirismo, segundo lopes, dará suporte para que a Tirreno se torne referência entre os grandes frotistas, principalmente aqueles que possuem frota com mais de 600 unidades e usinas sucroalcooleiras. Segundo ele, no primeiro momento as regiões Sul e Sudeste serão os grandes consumidores do produto.
Concorrentes
No Brasil já existem outras empresas dispostas a produzir o Arla 32, caso da Vale Fertilizantes, que deve investir em uma unidade de produção, a partir de outubro, na planta de Araucária (PR).
A exemplo do acontece no mercado Europeu, o produto será comercializado em embalagens que variam de 20 a mil litros. De acordo com a Tirreno, o valor do Arla 32 será semelhante ao cobrado atualmente pelo litro do diesel nos postos espalhados pelo País.
WebTransporte.com.br
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Transportes - Governo anuncia plano para reduzir acidentes
Medida integra Década da Segurança Viária 2011-2020 das Nações Unidas.
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje que o governo federal está elaborando o Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária para a Década 2011-2020. Segundo ela, o documento está sendo elaborado pelo Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito, formado por vários ministérios, secretarias, Poder Legislativo, órgãos públicos estaduais e municipais, além de ONGs e outras instituições da sociedade civil, criado no governo anterior.
Na coluna semanal Conversa com a Presidenta, publicada nesta terça-feira (19) em 191 jornais do país, Dilma explicou que a iniciativa está alinhada com a Resolução das Nações Unidas que proclamou o período de 2011 a 2020 como a Década de Ações para a Segurança Viária, com o objetivo de diminuir drasticamente os acidentes de trânsito em todo o mundo. “O plano tem medidas para reduzir as lesões e mortes no trânsito, além de prever ações de fiscalização, educação, saúde, infraestrutura viária e segurança veicular”, finalizou.Érica Abe
Redação CNT
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Transportes - Governo discute logística reversa e cria comitês
Setor de transporte será diretamente afetado pelas novas regras. Acompanhe entrevista exclusiva com a técnica do Ministério do Meio Ambiente, Cláudia Albuquerque.
Ainda recente no país, o setor de logística reversa começa a ganhar força no cenário nacional.A Política, amplamente adotada por economias do hemisfério norte trata da devolução de mercadorias usadas diretamente para o fabricante, possibilitando a reutilização de partes do produto e minimizando os impactos na natureza. E o setor de transportes está diretamente envolvido com a novidade, tanto por ser aquele que na prática realiza a logística quanto pela questão das peças automotivas que também serão alvo do processo de reciclagem.
O início do processo veio com edição do Plano Nacional de Resíduos Sólidos pelo governo federal em agosto de 2010, que tramitou durante 12 anos no Congresso Nacional. Agora, o desafio é chegar a um consenso entre governo, iniciativa privada e consumidores sobre as questões práticas da logística.
Em entrevista exclusiva à Confederação Nacional do Transporte, a técnica do Ministério do Meio Ambiente, Cláudia Albuquerque explicou como será a implementação da cadeia de logística reversa pelo governo brasileiro e como a sociedade será afetada pela novidade. Acompanhe.
Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente criou dois comitês para tratar da questão dos resíduos sólidos e da logística reversa. Como funcionam esses comitês e o que se pode esperar deles?
Os comitês que foram criados pelo decreto 7404 de 23/12/10 são o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística reversa e o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O primeiro, que trata exclusivamente da logística reversa, foi dividido em cinco grupos: óleos e respectivas embalagens, resíduos elétricos eletrônicos, lâmpada, embalagens em geral e descarte de medicamentos. O segundo, o comitê interministerial, vai cuidar de outras questões que não são de logística reversa, como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, mas que têm interface com o comitê de logística reversa, como o desenvolvimento de uma nova tecnologia de reciclagem, por exemplo, que passaria pelos dois comitês.
O setor privado e a sociedade têm representação nestes comitês? De que forma?
Esses comitês vão publicar editais de chamamento convocando as partes envolvidas para firmar acordos setoriais. Isso inclui fabricantes, comerciantes, transportadores e também os consumidores. Esse acordo setorial vai contemplar metas de recolhimento para várias regiões do Brasil, que podem ser diferenciadas de acordo com cada realidade. Além disso, dentro desse acordo vai ter uma definição de como o consumidor vai ser informado sobre o descarte do seu produto. É uma responsabilidade do fabricante e do comerciante informar ao consumidor como ele deve acondicionar esse produto para que ele possa ser recolhido, dizendo aonde ele vai entregar e como ele vai entregar quando não quiser mais esse produto. Porque para que um produto seja reciclado ele precisa estar em condições de reciclabilidade, não pode estar todo quebrado.
A logística reversa não precisa ser, necessariamente, no modal rodoviário. Você pode ter áreas no Brasil em que ela ocorra em transporte aquático. Mas esse nível de discussão ainda não chegou. Vai chegar a partir do momento em que se verificar que em um determinado local a logística não está funcionando direito ou que é economicamente mais viável de outra forma. São discussões que vão ocorrer, mas mais lá na frente.
Além disso, normalmente, o próprio caminhão que leva a mercadoria na loja não é o mesmo que faz a logística reversa, por um problema de contaminação. Você não mistura um produto novo com um usado. Ela pode usar os mesmos canais, mas não é feito ao mesmo tempo. Até porque a entrega de um produto não ocorre necessariamente no momento do recolhimento. Você recolhe em pequenas quantidades e junta em armazéns ou pontos de distribuição. Esse recolhimento tem um timing próprio que não necessariamente acompanha o mesmo ritmo da logística de entrega.
O que a gente pode esperar de resultados desses comitês?
Hoje em dia a questão da logística reversa ainda é vista como aumento de custos para o setor privado, porque, claro, num primeiro momento isso representa um gasto que antes não se tinha. Mas tem benefícios grandes porque você recupera os seus custos com a logística na reciclagem, na revenda dos produtos. Além disso, esse material transita separado para não ser bitributado, que vai ser outra questão a ser discutida nesses acordos setoriais.
Pessoalmente, acho que vai gerar toda uma dinamização: vão surgir empresas de logística para suprir essa necessidade e incremento na área de reciclagem. Assim, os comitês têm uma pauta grande neste ano, que cobre todos os temas. As ações serão mais intensas nos próximos dois ou três anos e depois vão entrar numa ação de revisão, ajustando às novas necessidades.
Érica Abe
Redação CNT
terça-feira, 26 de abril de 2011
Transportes - Restrição para veículos pesados começa a valer hoje
| Caminhões com mais de 6,5 m ou 5 t estão proibidos de circular das 7h às 20h durante a semana Começa a valer hoje a restrição para o trânsito de veículos pesados e operações de carga e descarga no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Caminhões com mais de 6,5 m de comprimento ou peso superior a 5 t não podem mais circular entre 7h e 20h, de segunda a sexta-feira, e das 7h às 15h, aos sábados, em alguns trechos da região. Quem desrespeitar as novas regras poderá ser punido - já a partir de hoje - com multa no valor de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira de habilitação. Conforme a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), agentes estarão no local para orientar os condutores, e panfletos informativos serão distribuídos aos motoristas. Segundo a assessoria de imprensa da BHTrans, o tráfego de carretas e cavalos mecânicos está expressamente proibido em qualquer horário no perímetro, que compreende as vias internas entre a rua dos Guajajaras com avenida Olegário Maciel, avenida Bias Fortes, rua dos Aimorés, avenida Álvares Cabral, rua dos Timbiras, rua da Bahia, avenida do Contorno (sentido horário) e avenida Olegário Maciel com rua dos Guajararas. Nova fase - Desde 2007, a BHTrans implanta medidas para disciplinar a circulação de veículos pesados e operações de carga e descarga em diversas regiões da capital. As restrições começaram no hipercentro e já haviam se estendido para a Savassi. Nas próximas fases, as restrições serão adotadas na área hospitalar e no Barro Preto, na região Central.
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Transport - Rodovias de SP
As principais rodovias de acesso à cidade de São Paulo apresentavam tráfego normal, com alguns pontos de lentidão, por volta das 12h desta segunda-feira, depois de intenso movimento na volta do feriado prolongado de Tiradentes e de Páscoa.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, as rodovias já registravam trânsito normal desde por volta das 10h30. De acordo com Polícia Rodoviária Federal, o fluxo nas federais também estava bom nesse horário. Até por volta das 9h45, as concessionárias haviam informado que o tráfego era intenso --em parte por conta do movimento normal das segundas-feiras, em parte por conta dos moqtoristas ue ainda voltavam do feriado.
A Castello Branco, às 12h, apresentava retenção do km 31 ao km 27, no sentido São Paulo, entre Barueri e Itapevi (Grande São Paulo). Segundo a CCR ViaOeste, a lentidão era causada pelo excesso de veículos.
A Dutra, em Guarulhos (Grande São Paulo), registrava congestionamento entre o km 218 e o km 211, na pista marginal no sentido São Paulo. Na chegada a São Paulo, a Dutra tinha congestionamento do km 230 ao 231.
De acordo com a Ecovias, o fluxo estava lento, por volta das 12h, na pista sentido litoral da Anchieta, entre o km 39 e o prolongado. km 40, devido ao excesso de veículos. O movimento no local não estava relacionado com o feriado
Já segundo a Ecopistas, a rodovia Ayrton Senna apresentava, por volta das 12h10, pontos de parada no sentido São Paulo, entre o km 23 e 11 (no trecho entre Guarulhos e São Paulo), também por excesso de veículos.
O trânsito continuava lento na rodovia Hélio Smidt, no acesso ao aeroporto internacional de Guarulhos (Cumbica), segundo a Ecopistas.
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