A cabine simples, o motor valente e o excelente resultado de consumo são as principais características do Mercedes-Benz 1718.
Há um pouco mais de quatro anos, a marca de origem alemã estava preocupada com a sua posição no segmento de bebidas. Foi então que ela resolveu chamar grandes companhias desse segmento como Confenar, Fensa e Ambev para que lhes dissessem qual seria o caminhão mais adequado na distribuição de bebidas.
A sinergia entre indústria e cliente rendeu bons frutos, a fabricante fez exatamente o requerido pelo consumidor: um caminhão robusto, de cabine espartana e de simples manuseio e manutenção. Predicados suficientes para o motorista que trabalha apenas horas do dia e sai o tempo todo do veículo para fazer as entregas. Não havia necessidade de muita sofisticação, contudo, a robustez é preponderante, pois se trata de um caminhão que, além de rodar na cidade, trafega no intermunicípio, regiões não asfaltadas, enfim, localidades de toda a sorte. Por isso e que os operadores elegeram o conceito de cabine tradicional, da Mercedes-Benz. “É por essa logística que o condutor enfrenta no dia a dia, que ainda assim preservamos comodidades internas como banco com níveis de regulagem, ergonomia e espaço interno, porque a Mercedes não abre mão disso e porque sabemos que sem esses itens o impacto é diretamente no desgaste físico do motorista e na produtividade do operador”.
O 1718 foi equipa motor eletrônico OM 904 LA, de 177 cv a 2 200 rpm, o mesmo presente em alguns modelos Atego. Possui 4 cilindros verticais em linha com turbocooler e sistema de freio-motor Top Brake. Contudo, como o motorista que transporta bebida e o operador de ônibus urbano têm em comum o anda-e-para, a embreagem do caminhão tinha de ser a altura da operação, uma vez que é um dos itens mais sacrificados nesse tipo de tarefa. “Por isso equipamos o modelo com uma embreagem de 395 mm, ou seja, o nosso maior disco, porque quanto maior mais resistência, reduzindo o índice de manutenção”. A marca ainda mantendo o ritmo da robustez para a construção do 1718, o equipou com o eixo HL5, equipamento normalmente usado nos caminhões trucados de 24 t, neste caso, pela resistência dessa peça, a Mercedes achou conveniente aplica-lo no 1718, indicado para operações de até 16,5 t. O eixo HL5 tem dupla velocidade, para atender a dupla função do caminhão, que deve ser forte como um “trator” nas cidades e macio em uma rodovia. Com um eixo mais forte, obviamente as molas tiveram de ser reforçadas para suportar as severas condições do piso e a combinação carga e vias urbanas. O diferencial de todo esse conjunto motriz está no chassi LNE 50+Ti, produzido em aço e titânio, material que garante mais resistência a esforços. Essa mescla dispensou o uso de duas longarinas ou longarinas de maior espessura, muito comuns nesse tipo de aplicação. A soma disso rendeu uma tara menor ao veículo que pode, em razão disso, transportar mais carga.
De série o caminhão dispõe de um kit bebida, cardan adicional, chicote elétrico, tubulação de combustível e de freio. Preparado para transportar 10 paletes o 1718 ainda não estava na totalidade de seu PBT, carregava 12 640 kg, em nossa avaliação que ao nível do mar, percorreu numa velocidade média de 80 km, em 6ª overdrive a 1 750 rpm.
;no planalto paulista pela subida íngreme da rodovia Imigrantes, entre 45 e 50 km/h, em 4ª simples, não precisou subir muito o giro do motor a 1 800 rpm, fator decisivo para o excelente resultado de consumo que você pode conferir no quadro a seguir.
Consumo geral
24,71 litros
KM percorridos
280 km
Velocidade média
70 km/h
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