Entrada em vigor da norma Euro 5 colocou as montadoras para fabricar mais de 215 mil unidades. Enquanto isso, vendas de automóveis e comerciais leves crescem menos do que previa a Anfavea, entidade que representa as montadoras no Brasil.
A Mercedes-Benz apresentou no Trailer 2011, realizada entre 25 e 29 de novembro na Bélgica, o novo projeto de caminhão que promete sofrer 18% menos com a ação do vento, melhorando o desempenho e reduzindo o consumo de combustível em até 5%, segundo informações da montadora.
De acordo com a montadora, com o novo projeto, um caminhão que roda cerca de 150 mil km por ano pouparia cerca de 2 mil l de diesel, aliviando o despejo de CO2 em aproximadamente 5 t por ano.
A caçamba do veículo mede 4 m de altura, 13,6 m de comprimento e 2,55 m de largura. Contudo, a medida é cerca de 45 cm acima do permitido na Europa, o que impediria que o veículo pudesse ser utilizado nas ruas atualmente.
O projeto, que recebeu o nome de aero trailer, possui painéis de acabamento que permitirão a redução da ação do vento e é resultado de um processo de cerca de 25 anos em pesquisas aerodinâmicas.
As montadoras de caminhões que operam no Brasil fabricaram 13,8% mais veículos em 2011 do que em 2010. Foi o que revelou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em seu balanço anual. Diferentemente dos últimos anos, o resultado foi divulgado apenas por meio de um comunicado à imprensa e a entidade não realizou o evento para discutir os números consolidados em um ano em que o lobby das empresas levou à elevação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em 30 pontos porcentuais para veículos que não têm um mínimo de 65% de conteúdo nacional. Além disso, a produção atendeu ao aumento de demanda por conta da elevação de preços por conta da entrada em vigor da norma Proconve 7/ Euro 5.
Com o crescimento, a produção de caminhões no mercado brasileiro somou 216.270 unidades em 2011 ante as 189.941 de 2010. Apesar dessa expansão, as vendas somaram 172.902 unidades, ou seja, quase 80% da produção foi vendida no mercado interno. Outras 26.321 unidades foram vendidas ao mercado internacional, o que leva a um estoque de pouco mais de 17 mil caminhões que ainda podem chegar às ruas brasileiras sem a obrigatoriedade de emissões mais reduzidas de gases de efeito estufa e com preço mais em conta.
Conforme o Portal Transporta Brasil vem divulgando desde o final do ano passado, os mais fabricados no ano foram os semipesados e pesados, com 74.927 e 65.542 veículos, representando 34,6% e 30,3% do total saído das linhas de montagem brasileiras. O crescimento no ano foi de 19,3% e 8,4% quando comparados ao mesmo período do ano passado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário