As denúncias de
corrupção que provocaram uma crise no Ministério dos Transportes produziram efeitos visíveis nas
estradas brasileiras.
Nas rodovias federais, em todo o
Brasil, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) listou
500 pontes e viadutos com problemas. São obras em 20 estados e no Distrito
Federal que foram suspensas depois das denúncias de corrupção. O maior número
de obras paradas fica em Alagoas: 72. É o caso da ponte na BR-104, em Murici.
“A gente precisa ter muito mais atenção
quando dirige”, diz um caminhoneiro.
Perigo também em um viaduto na BR-040,
em Minas Gerais. Ele foi construído na década de 1950. A mureta está em mau
estado e o asfalto é ruim. O viaduto fica em curva no final de uma descida e
foi projetado em uma época em que o tráfego pelo local era bem diferente.
Aumentaram o número de veículos e o peso deles também.
“O excesso de carros tem gerados nas
pontes um efeito que degrada mais rapidamente. Tem fissuras, a água penetra
nessas fissuras e acelera processo de ruínas”, diz o engenheiro Márcio Aguiar.
Algumas obras nem entraram na lista do
Dnit, apesar da importância, como uma em um dos principais acessos a Belo
Horizonte. Foi preciso montar uma estrutura de aço provisória e construir uma
nova ponte porque a original, de concreto, que ficava ao lado, quase desabou.
A ponte na BR-381 teve que ser
demolida. A nova deve ficar pronta em outubro. Vai custar R$ 30 milhões e está
sendo construída sem licitação porque é um contrato de emergência. Segundo o
Dnit, a rodovia tem um projeto de duplicação em andamento e várias pontes e
viadutos vão ser reconstruídos. Mas o processo de licitação também está
atrasado em função dos problemas no departamento.
Enquanto as obras não começam, quem
passa pelo lugar precisa ficar atento. Em alguns trechos, as pontes estão em
curvas fechadas e as muretas escoradas com pedaços de bambu, arame e madeira.
Sobre as 500 obras previstas para
viadutos e pontes, o Dnit informou que está respondendo a questionamentos
feitos pelo Tribunal de Contas da União, e que, depois das explicações e
ajustes, pretende publicar os editais de licitação.
http://g1.globo

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