quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Transportes - Transamazonica




Recursos do PAC destinados à estrada que participa de estratégia de integração regional e internacional defendidas pela FNE
Começou a aplicação de asfalto no trecho de 84,4 quilômetros da rodovia Transamazônica (BR-230) que liga as cidades de Altamira e Medicinópolis, no Pará. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, esteve  em Altamira para vistoriar a obra. Ela vai custar R$ 90,2 milhões. Metade da obra deve ser concluída até o fim deste ano e a outra metade, somente no segundo semestre de 2008, devido ao período das chuvas na região, conhecido como “inverno amazônico”, que vai de janeiro a junho e impede os trabalhos na rodovia.
Transamazônica pode ser pavimentada
Aberta no meio da floresta, na década de 70, a rodovia é o caso de licenciamento mais complexo da carteira de projetos do Dnit
13 de março de 2011

Ministério acena que pode pavimentar a BR-230, a Transamazônica

A Crítica O decreto simplificando obras em rodovias poderá tirar do papel um antigo projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): a pavimentação da BR-230, a Transamazônica.
"O mais incrível é que essa rodovia já teve licenciamento ambiental para ser pavimentada", diz ele. Um decreto assinado em 2000 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso autorizava a obra. Ela não foi realizada porque na época o País atravessou uma série de crises econômicas que obrigaram o governo a promover um aperto fiscal.
Logo no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, convenceu a área de transportes a pedir um novo licenciamento, prometendo que a tramitação seria rápida. "Nós caímos no conto do vigário", diz Pagot.
Para tanto, a rodovia será transformada em estrada-parque a partir de 2013, quando for terminado o processo de pavimentação. Caberá ao Exército comandar todas as ações de proteção ao meio ambiente, além da manutenção e da conservação da rodovia, o que normalmente é entregue à iniciativa privada.
Obras prontas até o final de 2013
Hoje o Ministério dos Transportes tem quatro projetos em execução na Amazônia: a BR-319 (Transamazônica), a BR-163 (Cuiabá/Santarém) e a BR-364 (que liga Rondônia ao Estado do Acre).
Pelos planos iniciais, até o fim de 2013 todas deverão ser concluídas. No caso da BR-319, por exigência dos órgãos ambientais, o Dnit retomou os estudos de impacto ambiental já feitos pela Ufam.
Enormes atoleiros, filas de caminhões e muita lama ao longo da rodovia. São comuns as cenas de caminhões, ônibus e carros pequenos parados nos atoleiros do trecho da BR-230, a Transamazônica, estrada que liga o Sul ao Oeste do Pará.
Quem viaja pela Transamazônica tem a impressão de trafegar sobre um esboço de estrada. O asfalto só existe em trechos esparsos e a sinalização é um luxo inexistente. Nos seis meses do verão amazônico, a falta de chuvas ajuda a secar os atoleiros e o tráfego flui em meio a grossas nuvens de poeira. Centenas de tratores ocupam-se de efetuar reparos em vários pontos. É um ritual que se repete há décadas no período da seca. Nos seis meses seguintes, quando a chuva não dá trégua, a natureza e o tráfego de caminhões se encarregam de destruir o pouco que foi consertado. Acaba a poeira, volta a lama. Os caminhoneiros já se adaptaram ao ciclo infernal. "Quando as mangueiras e castanheiras começam a florir, é hora de voltar para casa.
Os atoleiros tornam o frete tão caro que muitas vezes não vale a pena fazer o transporte. Quem insiste acaba por enfrentar um rali na selva. "Para percorrer os mesmos 800 quilômetros, demora oito dias no verão e 25 no inverno".
A Transamazônica tem mais de 4 000 quilômetros de extensão. Se tivesse sido aberta na Europa, cruzaria o continente de Lisboa a Moscou. O projeto original previa a fronteira com o Peru como ponto final, mas o último trecho nunca foi construído. A parte nordestina, com cerca de 2 000 quilômetros, é asfaltada e pode ser usada durante todo o ano.
A estrada que atravessa a maior floresta tropical do planeta permite uma visão dolorosa das mazelas do Norte brasileiro. No trecho dentro da Amazônia Legal vive 1,2 milhão de pessoas, das quais 66% não têm água encanada e 27% não têm instalações sanitárias. O índice de analfabetismo é o dobro da média nacional. A parte mais próspera é no Pará, onde a floresta derrubada foi substituída por pastagens, fazendolas, vilas e cidades que vivem em função da rodovia. A produtividade das plantações de cacau é a mais alta do país. Mas a distância e a precariedade da estrada tornam o frete cinco vezes mais caro que o do cacau da Bahia, o maior produtor nacional. 
Para quem tem urgência, a Transamazônica é um obstáculo.Um exemplo de quem está localizado no ponto em que a Transamazônica é a BR-163 o médico mais próximo fica a 300 quilômetros dali, em Santarém,se ficar doente no período de chuva, tem de literalmente se desviar da rodovia. O trajeto até o médico inclui 30 quilômetros de carona no sentido contrário até o Rio Tapajós, para então seguir de barco rumo a Santarém.

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